Mar de Espanha e Ubá têm empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo

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Mar de Espanha e Ubá têm empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Doze empregadores de dez municípios das regiões da Zona da Mata e das Vertentes figuram na versão atualizada do cadastro de patrões e empresas que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A relação, popularmente conhecida como “lista suja”, é divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao todo, 49 trabalhadores foram resgatados na região nestas condições. A maior concentração de casos ocorreu na produção de carvão vegetal, que responde por 43 do total. As demais ocorrências distribuem-se entre a pecuária (2), o trabalho doméstico (2), o cultivo de café (1) e o setor hoteleiro (1).
Atualização e novos nomes

Dos 12 empregadores regionais listados, 11 já constavam no documento em decorrência de autuações realizadas entre abril de 2025 e abril de 2026. A atualização mais recente, publicada neste mês de outubro, registrou a inclusão de apenas um novo infrator: um empregador do setor de hotelaria localizado no município de Simão Pereira.

Minas Gerais se destaca nacionalmente como o estado com o maior número total de novos empregadores adicionados à lista nesta edição, somando 19 inclusões.

Distribuição por municípios
O número de empregadores autuados na Zona da Mata e Vertentes está distribuído da seguinte forma entre os municípios:

* Mar de Espanha: 2
* Santa Bárbara do Monte Verde: 2
* Além Paraíba: 1
* Carangola: 1
* Conceição da Barra de Minas: 1
* Santana do Garambéu: 1
* Santos Dumont: 1
* São João del-Rei: 1
* Simão Pereira: 1
* Ubá: 1

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Como funciona a “lista suja”?
> Criada em 2003, a “lista suja” do trabalho escravo é um instrumento público de transparência atualizado semestralmente pelo MTE, nos meses de abril e outubro. A inclusão do nome do infrator ocorre somente após a conclusão do processo administrativo sem possibilidade de recurso. O infrator permanece cadastrado por um período mínimo de dois anos, sendo sua exclusão condicionada à ausência de reincidência e à regularização total de pendências com os órgãos fiscalizadores.

 Como denunciar?

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.

A partir dessas informações, a fiscalização avalia se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realiza verificações no local.

Fonte G1 Zona da Mata

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Kadu Fontana
Kadu Fontana
Jornalista registrado no MTE desde 2014 , radialista, e proprietário do Portal RKF. www.instagram.com/kadufontana/

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