Morador de Mar de Espanha registra alinhamento raro de planetas e Lua

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Morador de Mar de Espanha registra alinhamento raro de planetas e Lua

O céu noturno de junho de 2026 presenteou os brasileiros com um fenômeno astronômico de rara beleza. Ao longo do mês, quem direcionou o olhar para o horizonte oeste logo após o pôr do sol pôde contemplar um alinhamento singular: Mercúrio, Júpiter, Vênus e a Lua posicionaram-se em uma fileira luminosa, visível a olho nu em todo o território nacional.

A configuração celeste ganhou destaque pela proximidade visual entre a Lua em fase crescente e Vênus, o astro mais brilhante do grupo. De baixo para cima, a partir da linha do horizonte, a sequência formava um desenho preciso: Mercúrio, seguido por Júpiter, Vênus e, coroando o conjunto em uma posição mais elevada, a Lua.

Especialistas apontam que este tipo de encontro — envolvendo três planetas e a Lua em um agrupamento estreito — apresenta uma periodicidade muito menor do que o alinhamento exclusivo de planetas, evento que ocorre habitualmente a cada 12 ou 15 meses.


Registro amador
A beleza do fenômeno não passou despercebida por observadores atentos. Em Mar de Espanha (MG), o morador Diego dos Santos Rosa, de 39 anos, conseguiu eternizar o momento. Trabalhando na entrega de confecções, Diego notou a disposição dos astros e, após diversas tentativas frustradas devido às condições climáticas ou de posicionamento, obteve sucesso em seu registro fotográfico no dia 18 de junho, utilizando apenas um celular Xiaomi 13.

A explicação para este “enfileiramento” reside na própria geometria do Sistema Solar. Os planetas visíveis a olho nu — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — orbitam o Sol em planos que coincidem quase perfeitamente com o plano da órbita da Terra.

 

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O mesmo ocorre com a Lua. Devido a essa organização, a partir da nossa perspectiva terrestre, o Sol, a Lua e os planetas percorrem um caminho comum no céu conhecido como eclíptica, uma faixa que abrange as constelações do Zodíaco.

O efeito visual de “corredor” é resultado da combinação das diferentes velocidades orbitais de cada astro. Enquanto a Lua é a que apresenta um deslocamento mais ágil — movendo-se cerca de 15 graus de arco (o equivalente a uma mão aberta com o braço esticado) de um dia para o outro —, os planetas cumprem seus trajetos em ritmos distintos. É justamente a convergência dessas velocidades diferentes em um mesmo ponto do campo de visão terrestre que torna esse alinhamento um evento astronômico especial e efêmero.

Portal RKF

 

 

 

Kadu Fontana
Kadu Fontana
Jornalista registrado no MTE desde 2014 , radialista, e proprietário do Portal RKF. www.instagram.com/kadufontana/

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